UMADJO E EBD Promovem Palestra sobre Ideologia de Gênero em Joinville

    JOINVILLE – Na manhã deste domingo, 26 de abril, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Setor Kairós, em Joinville acolheu o Departamento de jovem para uma edição especial da Escola Bíblica Dominical, a UMADJO EBD Regional Sudeste. O evento, organizado pela UMADJO (União da Mocidade das Assembleias de Deus em Joinville) em colaboração com a IEADJO EBD, teve como tema principal “A Falácia da Ideologia de Gênero”.

    A deputada estadual e escritora Ana Campagnolo foi a responsável pela palestra principal. Campagnolo, que já publicou obras sobre o movimento feminista e, recentemente, lançou um livro infantil ao lado do Deputado Federal Nikolas Ferreira, no qual é explicada a diferença biológica entre meninos e meninas, usou sua vivência acadêmica e política para fazer um apanhado entre fé e ciência.

    A Verdade: Entre a Ciência e a Revelação


    Ao iniciar sua apresentação, a palestrante fez uma distinção entre encontrar a verdade por meio da razão e aceitar a Bíblia como uma verdade revelada. De acordo com Campagnolo, as Escrituras iluminam o entendimento humano, mas não excluem outras verdades, como as leis matemáticas e científicas que governam o mundo físico.

    A analogia da introdução, que se baseou em uma parábola grega sobre o encontro entre a Verdade e a Mentira, foi o ponto alto. Na narrativa mencionada, a Mentira se apropria das roupas da Verdade para se passar por ela e circular disfarçada pela sociedade, enquanto a Verdade, recusando-se a usar os trajes da Mentira, prefere transitar “nua e crua”. Com isso, a deputada chamou a atenção para como as ideologias contemporâneas podem se disfarçar de ciência para distorcer a visão que se tem da realidade.

    A Base Filosófica: A Natureza do Ser

    Um dos temas principais da apresentação foi a diferença entre filosofia e ideologia. Para elucidar a “essência do ser”, Campagnolo fez uso de conceitos da filosofia platônica. De acordo com essa perspectiva, cada entidade possui uma essência (a forma ou eidos) que a caracteriza e que não pode ser mudada.

    Essência versus Acidente: Da mesma forma que uma cadeira pode ter diferentes cores ou ser feita de diversos materiais (acidentes), mas deve preservar o traço que a define como uma cadeira (essência), o ser humano teria uma essência masculina ou feminina que é inerente a ele.

    Imutabilidade: A palestrante afirmou que, diferentemente do que as teorias de gênero contemporâneas sugerem — que veem o sexo como uma construção social mutável —, a natureza do ser humano é estável e baseada na ordem da criação.


    O Estudo da Biologia e da Neurociência

    No que se refere ao aspecto técnico, Ana Campagnolo apresentou informações da neurociência e da história da ciência. Ela se referiu a estudos do século XIX e modernos que exploram as disparidades entre os cérebros masculino e feminino.

    “A distinção biológica constitui o fundamento da identidade. Homens e mulheres são, por natureza, desiguais em suas estruturas e tendências,” disse a palestrante.

    Ela trouxe casos práticos:

    Conectividade: O cérebro feminino, embora menor em tamanho absoluto, é mais denso em conexões.
    Foco em Sistemas: O cérebro masculino tende a ser mais inclinado para sistemas matemáticos e para a orientação no ambiente.
    Profissões: A deputada defendeu que a maior presença de um gênero em determinadas profissões, como Engenharia ou Comunicação, não é apenas uma construção social, mas uma continuidade de tendências biológicas.

    Crítica à Teoria de Gênero e ao Movimento Feminista


    Campagnolo reservou uma parte da palestra para investigar as origens do termo gênero, mencionando o trabalho de John Money, de 1964, no qual ele distinguiu entre sexo anatômico e identidade sexual. De acordo com a palestrante, essa diferença é uma “mitologia” usada para o controle mental, que nega a essência fixa da masculinidade e da feminilidade.

    Ela também criticou o livro “A Mística Feminina”, de Betty Friedan, afirmando que o feminismo se empenhou em desconstruir a natureza feminina ao tratá-la apenas como um produto da sociedade. Com exemplos de objetos comuns, como cadeiras e martelos, ela ilustrou a ideia filosófica de essência: o que não pode ser mudado sob risco de o objeto não ser mais o que é.

    Liberdade de Expressão Ameaçada


    O fim da palestra carregou um tom de alerta político. A parlamentar mencionou o exemplo de um ex-reitor de Harvard, que, após fazer comentários sobre as diferenças biológicas entre os gêneros em disciplinas científicas, enfrentou represálias que o levaram a renunciar, além de custos financeiros elevados para a universidade. Segundo Ana Campagnolo, episódios assim evidenciam que a ideologia de gênero está sendo empregada para silenciar a liberdade de expressão e a pesquisa científica genuína.

    O evento consolidou a posição das igrejas da região sudeste de Joinville em favor dos valores familiares tradicionais e da ordem da criação conforme descrita no livro de Gênesis, fazendo uma conexão entre o ensinamento bíblico e os debates contemporâneos na sociedade.

    Considerações Finais: A Verdade que Liberta


    Para finalizar a manhã de estudos, Ana Campagnolo compartilhou uma reflexão de natureza espiritual e profética. Ela enfatizou que, mesmo que o mundo busque reinventar conceitos e eliminar limites biológicos, a verdade continua firme para aqueles que se apoiam na Palavra de Deus.

    A ideologia almeja aprisionar a mente por meio de narrativas enganosas; contudo, a nossa incumbência é o resgate da essência. Está escrito em João 8:32, ‘conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’. “Proteger a diferença entre o masculino e o feminino não se trata apenas de biologia ou política, mas sim de preservar a ordem estabelecida pelo Criador.”

    Ao final, o evento deixou todos os participantes com um sentimento de fortalecimento na IEADJO. Conforme os organizadores da UMADJO, o evento alcançou o objetivo de fortalecer a nova geração com argumentos sólidos, unindo a fé cristã ao rigor intelectual para lidar com os desafios da cultura atual.