UMADJO EBD REGIONAL leva jovens da Região Leste a refletir sobre humildade e o senhorio de Cristo

A GLORIOSA DIREÇÃO do Espírito Santo
4 de agosto de 2026
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Encontro no Jardim Iririú reuniu lideranças e estudou Filipenses 2 com a juventude

JOINVILLE (SC) — Na manhã deste domingo (18), jovens de toda a Região Leste lotaram o templo da Assembleia de Deus no bairro Jardim Iririú (Setor 22) para mais uma edição da UMADJO EBD Regional. O estudo faz parte do currículo do 4º trimestre de 2026, que tem como tema “Regozijai-vos no Senhor: Vivendo com propósito à Luz da Carta aos Filipenses”, e abordou a Lição 03, “A humildade de Cristo: o exemplo supremo”, baseada em Filipenses 2.5–11.

A moderação ficou com o presbítero Jonatas Lima. O ensino foi conduzido a quatro mãos pelo pastor Anderson Fábio e pelo presbítero Tiago Nascimento, em uma aula densa que colocou a cultura atual da autoafirmação frente a frente com o chamado ao discipulado e à cruz.

Também prestigiaram o encontro o pastor Anderson Nunes, terceiro coordenador da Escola Bíblica Dominical (EBD) da IEADJO e pastor setorial da igreja anfitriã, e o pastor Eliezer da Silva, segundo coordenador da União das Mocidades da Assembleia de Deus em Joinville (UMADJO).

Filipos e a corrida por prestígio

Para entender o que Paulo escreveu, os ministrantes começaram pelo cenário. Filipos era uma colônia militar romana, habitada por veteranos de guerra e dona do cobiçado ius Italicum, privilégio que a equiparava a cidades da própria Itália. Era um ambiente de classes bem marcadas, onde status e reputação valiam muito. Nesse contexto, a mensagem do apóstolo soava totalmente contrária ao que se esperava.

Três palavras do texto grego ajudaram a mostrar o diagnóstico de Paulo para os conflitos entre os cristãos da cidade:

  • Partidarismo (eritheia): a ambição que divide, típica de quem monta grupos e disputas para defender interesses próprios.
  • Vanglória (kenodoxia): termo raro no Novo Testamento, que descreve a busca por uma honra vazia e pelo aplauso humano, uma glória que tenta tomar o lugar que pertence a Deus.
  • Humildade de mente (tapeinophrosynē): no mundo greco-romano, a palavra era usada com desprezo, como característica de escravos. O Evangelho lhe deu novo sentido e a transformou na grande virtude da vida em comunidade.

Um dos trechos mais lembrados da ministração resumiu bem a ideia: a humildade bíblica não nasce de complexo de inferioridade nem de baixa autoestima disfarçada de piedade, mas da consciência clara de quem somos diante de Deus. O mundo mede o poder pelo número de pessoas que servem ao líder; o Reino mede a grandeza pela disposição de lavar pés sem esperar aplausos ou curtidas.

Olhar para o outro

Ao tratar do versículo 3, que pede que cada um considere os outros superiores a si mesmo, o ensino destacou o verbo hēgeomai, que indica uma decisão consciente e racional. Não se trata de fingir ou de bancar o ingênuo, mas de escolher colocar as necessidades do próximo à frente das próprias conveniências.

O versículo 4 trouxe o verbo skopeō, que fala de um olhar atento e deliberado, como quem mira um alvo, para as necessidades reais dos irmãos, sem deixar de cuidar das próprias responsabilidades.

O esvaziamento de Cristo e o escândalo da cruz

Ao chegar à kenōsis, o esvaziamento do versículo 7, os professores rejeitaram interpretações equivocadas. Cristo não abriu mão de seus atributos divinos. O que ele fez foi uma renúncia voluntária: deixou a majestade celestial para assumir a condição de servo e sofredor.

A obediência chegou ao ponto máximo na morte de cruz, castigo que a lei romana reservava a escravos e rebeldes sem cidadania. Para os orgulhosos cidadãos de Filipos, a menção à cruz era um choque. E mostrava que a entrega de Jesus não teve limites nem reservas.

A exaltação e a confissão de todo o universo

O estudo terminou no versículo 9, a grande virada do texto. Ali, Deus Pai age como sujeito e exalta o Filho, dando-lhe o nome que está acima de todo nome.

Com base no uso que Paulo faz de Isaías 45.23, os ministrantes mostraram que esse nome não é apenas um título humano, mas o nome da aliança: SENHOR (Kyrios). Em uma cidade dominada pelo culto a César, declarar Kyrios Iēsous era afirmar que nenhum poder terreno tem a última palavra sobre a história.

Todo o movimento, da humilhação à exaltação, com céus, terra e abaixo da terra rendidos em adoração, aponta para um único destino: a glória de Deus Pai. Não sobra espaço para qualquer tentativa humana de se autoglorificar.

Do estudo à prática

O encontro foi encerrado com um desafio direto aos jovens e líderes, em três frentes:

  • Unidade na igreja: acabar com os partidarismos e as disputas silenciosas, reunindo-se aos pés da cruz.
  • Postura pessoal: deixar de buscar validação externa e servir com discrição, atento às necessidades do próximo.
  • Certeza do futuro: todo joelho se dobrará diante de Cristo, e cabe a cada discípulo fazer isso agora, com o coração quebrantado e de forma voluntária.

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